Você conhece os tubos colorimétricos?

Há vários tipos de instrumentos colorimétricos para leitura direta de gases e vapores. Temos papéis reativos, líquidos reativos, tubos colorimétricos e dosímetros colorimétricos.

Professor, só ouvi falar do tubo colorimétrico, mas não sei bem como ele funciona.

É um dos mais utilizados e o seu funcionamento é bem simples: nós teremos uma bomba de aspiração de ar (fole ou pistão) na qual será inserida um tubo fino de vidro já com as pontas abertas. Este tubo é preenchido com uma substância química que ao ter a passagem do ar contaminado sugado pela bomba irá reagir, alterando sua cor.

Na parte externa do tubo há uma escala que irá relacionar a concentração do produto com esta mudança de coloração.

 

Só isso, não tem mais nenhuma recomendação?

Durante este processo é preciso avaliar se o tubo foi bem inserido, verificar o número de bombeadas, conforme estabelecido pelo fabricante, pois isto será o que vai definir o volume de ar a ser passado pelo tubo, verificar também se o tubo está dentro da data de validade e se estava armazenado na temperatura adequada.

Um detalhe importante é fazer a leitura de imediato, pois com o tempo, há mudança na coloração do reagente.

Professor, e se eu tiver um tubo de uma marca e uma bomba de outra marca, posso usar assim mesmo?

Não é recomendável (exceto se houver uma orientação dos fabricantes), pois mesmo que o volume das bombas seja similar há a possibilidade de o encaixe não ser perfeito, ocasionando erros, além disso os tubos são calibrados com as bombas dos próprios fabricantes.

Outro cuidado de extrema importância é relacionado à limpeza da bomba, pois o contaminante passará pelo tubo e posteriormente pela bomba, podendo gerar resíduos. Por fim, devemos avaliar periodicamente se o volume de aspiração da bomba continua de acordo com o estabelecido pelo fabricante, pois caso tenha variação os dados obtidos podem estar bem errados.

Mas quais são as vantagens da utilização?

Meu filho, dentre as vantagens podemos destacar as seguintes:

- Velocidade no resultado;

- Indicado para identificar a presença de efeitos agudos;

- Não necessita de análise em laboratório para de termos o resultado;

- Baixo custo, se compararmos com outros métodos de análise;

- Possibilidade de conectar o equipamento a um alarme;

- Prático para descobrir vazamentos.

Além disso, é uma forma de ter a avaliação prévia da concentração de determinado agente.

Porém, apesar das vantagens, há também várias desvantagens que precisam ser consideradas, vejamos algumas:

- Baixa precisão;

- As avaliações são de curta duração, sendo uma amostra de pouca representatividade (isto pode ser amenizado utilizando um maior número de amostras);

- Pode sofrer interferência de outros contaminantes presentes no ambiente.

Ou seja, pode até não ser a forma mais precisa, mas sempre deve ser considerada como ferramenta para complementar a avaliação e auxiliar nas decisões para a gestão da higiene ocupacional nas empresas.

 

Autor: Mário Sobral Júnior – Engenheiro de Segurança do Trabalho

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