Diga: Não sei!

Um tempo atrás tive um problema com o carro. Fui à concessionária e depois de vários problemas, o diagnóstico foi relacionado ao amortecedor. Resolvi ter uma segunda opinião. Na segunda oficina me deram certeza de que o problema era na caixa de marcha.

Não entendo nada de carro, mas achei estranho e fui a outra oficina. Deram outro diagnóstico e me fizeram trocar o disco de freio e finalmente o barulho parou.

Professor, não tenho carro, mas sei que é complicado. Porém o que isso tem a ver com Segurança do Trabalho?

Nós não somos obrigados a saber tudo. Lógico que se encontramos um problema, vamos pesquisar, estudar, mas caso não encontremos uma solução vamos dizer: Não sei!!

Se hoje você não tem o conhecimento técnico sobre determinado assunto, não considere um problema tão sério. É necessário estudar e desenvolver naquele tema. Agora o problema é você assumir uma responsabilidade e executar um projeto de forma inadequada.

Já vi muito prestador de serviço de Segurança do Trabalho falar o seguinte: primeiro a gente pega o serviço, depois vamos dar nosso jeito de aprender como fazer. Isto até pode dar certo algumas vezes e estimular a aprendizagem. Mas e se não der certo e você deixar o cliente na mão?

Professor, mas se eu não tentar não vou evoluir.

Entendo, mas precisamos ter cuidado, há um limite entre querer aprender e ser irresponsável. Por exemplo, se você faz um sistema de exaustão inadequado, o trabalhador continua exposto e pode ter como resultado, problemas graves para a sua saúde.

Não significa que não possamos tentar, mas assim como temos questões em que a consequência é mínima, em outros casos, se não forem bem avaliados, podemos perder o cliente e nos casos mais extremos, prejudicar a saúde do trabalhador ou até levá-lo a morte.

Autor: Prof. Mário Sobral Júnior – Engenheiro de Segurança do Trabalho